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Antes de tudo, um forte abraço, em amor à História e à Verdade...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

POLÍCIA TORTURADORA. NÃO TEM PERDÃO?

A Tribuna – Conforme convenções internacionais, o crime de tortura, independentemente do lado, é imprescritível e, mesmo havendo, como no Brasil, a Lei da Anistia, se entende que pode haver a obrigatoriedade de sanções a quem participou disso.

Maurício Lopes Lima – Não, não aceito. Não aceito porque a tortura, no Brasil, era uma coisa comum.



A Tribuna – Dos dois lados?

Maurício Lopes Lima – Não, da polícia nossa. Era uma coisa normal. Sua empregada roubou, você a levava lá à delegacia, aí o delegado já (dizia): "Pode deixar que a gente vai dar um pau nela". Dali a um pouquinho, ela voltava. Pegou um dinheiro, emprestou pra fulano de tal, tá em tal lugar... Então, é comum, em todas as delegacias do Brasil. Então, esse negócio de dizer que tortura... Todo terrorista passou a ser torturado. Todo. Não tem exceção.

Na íntegra a entrevista AQUI: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?i



Agora, leiam o comentário feito, de NB do Rio de Janeiro - RJ

"É muito fácil hoje, após 40 anos, o ex-militar dizer que "era normal". O fato é que todos sabiam - ou deveriam saber - que estavam infligindo todas as leis e a Constituição, desde o momento em que derrubaram o presidente eleito, João Goulart. Ou seja, não tem perdão. Não era uma "guerra", como ele diz. Era o golpe de estado, a afronta maior à Lei, a quebra maior à hierarquia militar, posto que o Presidente da República é o chefe máximo das FFAA. Trata-se o golpe de 64, na verdade, de um motim, uma insubordinação e uma agressão a todos os brasileiros. Engulam agora Dilma presidente, enquanto os torturadores vão pro lixo da História."


charges: Latuff

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5265014-EI306,00-SP+testemunhas+dizem+que+coronel+ordenou+torturas+na+ditadura.html

A LÍBIA É O NOSSO FUTURO. OS INVASORES DA OTAN PENSAM ASSIM?

A Líbia é o nosso futuro


por Luís Britto Garcia [*]


1

Nenhum homem é uma ilha; a morte de qualquer pessoa afecta-me, pregava John Donne. Nenhum país está fora do planeta: o genocídio cometido contra um povo assassina-me. Tudo o que acontece na Líbia fere-me, prejudica-te, afecta-nos.

2

Falemos como homens e não como chacais ou monopólios mediáticos. A Líbia não é bombardeada para proteger a sua população civil. Nenhum povo é protegido lançando-lhe explosivos nem despedaçando-o com 4.300 ataques "humanitários" durante mais de cem dias. A líbia é incinerada para lhe roubarem seu petróleo, suas reservas internacionais, suas águas subterrâneas. Se o latrocínio triunfa, todo país com seus recursos será saqueado. Não perguntes sobre quem caem as bombas: cairão sobre ti.

3

Encarceraram os comunistas; nada poderia importar-me menos porque não sou comunista, ironizava Bertold Brecht. O Conselho de Segurança da ONU aprova uma zona de "exclusão aérea" a favor dos secessionistas líbios, mas permite um bombardeio infernal; a China e a Rússia abstêm-se de vetar a medida porque como não são líbios nada poderia importar-lhes menos. De imediato os Estados Unidos ameaçam a China com a declaração de uma "moratória técnica" da sua impagável dívida externa e agridem o Paquistão. A China replica que "toda nova ingerência dos Estados Unidos no Paquistão será interpretada como acto não amistoso" e arma o país islâmico com cinquenta caças JF-17. Nenhum povo está fora da humanidade: se não vetas a agressão contra outro, a desencadeias contra ti.

4
Conta Tólstoi que um urso ataca dois camponeses: um sobre a uma árvore, cedendo ao outro o privilégio de defender-se só. Este vence e conta que as últimas palavras da fera foram: "Quem te abandona não é teu amigo". A Liga Árabe, a União Africana, a OPEP trepam a árvore da indecisão esperando a vez de serem esquartejadas. Ao abandonar as vítimas te abandonas.

5

Como nos tempos em que o fascismo assaltava a África, hoje a Itália, Alemanha, Inglaterra, França e outros pistoleiros da NATO sacrificam armamentos e efectivos numa guerra que só favorecerá os Estados Unidos. Impedido pelo seu Congresso de investir abertamente fundos no conflito, Obama queixa-se dos seus cúmplices da NATO porque sacrificam à despesa militar menos de 2% dos seus PIB e ordena-lhes que imolem pelo menos 5% ("El futuro de la Otan", Editorial El País, 15/06/2011). São instruções inaplicáveis quando o protesto social, a crise financeira, a dívida pública impagável e o próprio gasto armamentista minam os governos do G-7.

Perante tais exigências, a Itália opta por não participar mais na associação criminosa (agavillamiento). A Agência Internacional autoriza a gastar das reservas que não tem 60 milhões de barris de petróleo em dois meses. Os Estados Unidos desbaratam em 2010 uma despesa militar de 698 mil milhões de dólares, 43% do total mundial de 1.600 mil milhões de dólares (Confirmado.net 17/06/2011). Assim se dilapidam em forma de morte os recursos que deveriam salvar a vida. Se montas guerras para devorar o outro, as guerras te devorarão a ti.

6

Como na época de Ali Babá e os quarenta ladrões, os banqueiros internacionais que tão benevolamente receberam 270 mil milhões de dólares em depósitos e reservas da Líbia assaltam o botim e estudam trespassá-lo àqueles que tentam assassinar os legítimos donos. Também criam para os monárquicos de Bengazi um banco central e uma divisa secessionista. São os mesmos financistas cujo latrocínio custa à humanidade o actual colapso económico: não indague a quem roubam os banqueiros: desfalcam a ti.

7

No estilo das blitzkrieg nazis, o presidente dos Estados Unidos inicia guerra sem a autorização dos seus legisladores e prolonga-as ignorando o Congresso, onde dez deputados denunciam o presidente e o secretário da Defesa cessante Robert Gates e vetam os fundos para a agressão contra a Líbia tachando-a de ilegal e inconstitucional. Não averigúes se deves impor a tiros a democracia a outros povos: acaba antes com os vestígios dela que restavam no seu próprio país.

8

Cada homem é peça do continente, parte do todo, insiste John Donne. Os inimigos do homem não cessam de fragmentá-lo para destruí-lo melhor. Os impérios, que são quebra-cabeças instáveis de peças juntadas à força, no exterior fomentam ou inventam o conflito de civilização contra civilização, o rancor do iraniano contra o curdo, do xiíta contra o sunita, do hindu contra o muçulmano, do sérvio contra o croata, do descendente contra o ascendente, do ancestral contra o menos ancestral, do líbio contra o líbio, do venezuelano contra o venezuelano. De cada variante cultural pretendem fazer um paisinho e de cada paisinho um protectorado. Quem nos separa nos faz em pedaços, quem me divide me mutila. Não indagues como despedaçam a Líbia: esquartejam a ti.

9

Toda pilhagem arranca com promessa de golpe fácil e atola-se na carnificina insolúvel. As guerras do Afeganistão, Iraque, Líbia, Iémen e a agressão contra o Paquistão arrancam passeios triunfais, espatifam-se em holocaustos catastróficos e nenhuma conclui nem se decide. A resistência dos seus povos retarda a imolação da qual não te livrarão nem vetos omitidos nem organizações abstencionistas nem banqueiros carteiristas nem Congressos nulificados. Não perguntes porque são assassinados os patriotas líbios: estão a morrer por ti.

[*] Escritor venezuelano.

O original encontra-se em http://luisbrittogarcia.blogspot.com/
 e a versão em francês em http://luisbrittogarcia-fr.blogspot.com/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

Multimedia TELESUR





"Nenhum homem é uma ilha; a morte de qualquer pessoa me afeta
pregava John Donne.

JOHN DONNE: http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet206.htm

"Nenhum país está fora do planeta: o genocídio cometido contra um povo assassina-me. Tudo o que acontece na Líbia fere-me, prejudica-te, nos afeta".
http://democraciapolitica.blogspot.com/2011/07/escritor-venezuelano-libia-e-o-nosso.html

Respostas obtidas no site Yahoo Respostas:

Apelido de quem respondeu (1)


Gostaria de saber em que bolsos, bilhões de dólares se enchem com essas guerras... E incrível, milhões de americanos estão vivendo na miséria, que dirá no resto do mundo...


Apelido de quem respondeu (2)

É preocupante que assassinos e defensores de ditaduras históricas tenham se tornado repentinamente defensores da democracia! De bonzinhos esta gente que hoje estão posando de defensores dos oprimidos, não tem é nada!

Apelido de quem respondeu (3)

Qual o objetivo da OTAN (NATO) se não for para proeteger o petróleo da Líbia a seu favor e aos mandatários norte americanos?


Nenhuma guerra é se não com interesses de outras nações que a provocam para o seu benefício.


Dividindo as nações, enfraquecem seu poder. Multiplicam-se os lacaios que se submetem aos seus senhorios entregando suas riquezas aos verdadeiros ladrões em troca de migalhas de benesses e em detrimento aos seus verdadeiros irmãos. Oh! maltida ganância pelo poder em troca de míseros 30 dinares. Assim Judas, segundo as escrituras, vendeu Jesus e os árabes não aprenderam a fábula dos seus primos. Continuam a vender sua pátria aos inquisitores da atualidade, só que, brutalmente e estupidamente assassinam sem piedade. Não importa a quem nem qual, nem sexo, idade, basta matar para se satisfazerem.

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20110803182326AAHCFGa

sábado, 30 de julho de 2011


LÍBIA: OTAN NÃO APRENDEU AS DURAS LIÇÕES DO AFEGANISTÃO


Ataque aéreo à região da residência oficial de Kadhafi em Trípoli em 7 jun

 [Os bombardeamentos da OTAN tiveram como resultado a morte de pelo menos 31 pessoas, incluindo civis. Antes, já fora comemorado na Europa e EUA o sucesso da OTAN em matar filho e netos de Kadafi]

(Foto: agência Frace Press-AFP)

Por Patrick Cockburn, no jornal diário britânico “The Independent” (transcrito no “Grupo Beatrice”)

“Ataques aéreos são a principal arma com que as potências ocidentais contam para controlar o Oriente Médio e o sul da Ásia, sem ter de pôr soldados em terra, onde as mesmas potências podem sofrer graves baixas, além de humanas, também políticas.

Grã-Bretanha, França e EUA somente têm o poder aéreo para fazer guerra contra a Líbia, que se arrasta há quatro meses. Os EUA também estão ampliando a ofensiva aérea no Iêmen, onde a CIA deve começar a operar à distância os aviões-robôs drones, com soldados em terra. E prosseguem os ataques de aviões-robôs também no noroeste do Paquistão. Também no Iraque, de onde se espera que os EUA se retirem em breve, a população da cidade de Amarah, semana passada, foi aterrorizada por ataques de jatos bombardeiros.

O emprego de forças aéreas como policiais coloniais na região tem história longa e sangrenta, e sempre, no longo prazo, mostrou-se ineficaz. O piloto da OTAN que bombardeou Ain Zara ao sul de Trípoli no início deste mês, com certeza jamais ouviu contar que seu ataque aconteceu quase exatamente 100 anos depois de a mesma cidade ter sido atingida por duas bombas lançadas de um avião italiano, em 1911.

O ataque aéreo italiano foi o primeiro da história, lançado pouco depois de a Itália ter invadido o que depois viria a ser a Líbia, durante um dos muitos conflitos com o Império Otomano. O primeiro voo de reconhecimento militar tomou rota próxima de Benghazi em outubro de 1911 e, dia 1º de outubro, o subtenente Giulio Gavotti tornou-se o primeiro aviador a despejar bombas. Voou baixo sobre um campo turco em Ain Zara e, ali, despejou quatro granadas de 4,5 lb que levava numa sacola de couro no ‘cockpit’. Os turcos protestaram que as bombas de Gavotti atingiram um hospital e feriram vários civis.

Os prós e contras já poderiam ter sido constatados, ali. Não que os ataques aéreos sejam sempre fúteis. Eu estava em Bagdá durante o bombardeio dos jatos norte-americanos em 1991 e depois, novamente, durante a operação “Raposa do Deserto” em 1998. Acocorado num canto do meu quarto de hotel, vendo as colunas de fogo surgirem pela cidade e a patética reação do fogo antiaéreo, foi experiência limite. Por outro lado, encurralado num abrigo a oeste de Beirute durante as guerras civis, foi ainda pior, em certo sentido, porque durou mais tempo e tudo era menos previsível. Em Bagdá, eu supunha que os norte-americanos soubessem contra que alvos atiravam, se por mais não fosse, por razões de ‘Relações Públicas’. Mas minha confiança logo acabou, quando mataram cerca de 400 civis num abrigo em Amariya.

Por mais assustador que seja sentir-se alvo de bombardeio aéreo, as forças aéreas sempre superestimam a própria importância. Jamais são precisos como alegam ser. A eficácia de ataques aéreos depende integralmente de informações de inteligência. Bombardear dá mais certo como arma para aterrorizar civis; como arma de punição generalizada. Contra soldados bem preparados, como os guerrilheiros do Hezbollah, os bombardeios aéreos sempre funcionaram mal.

A desastrosa aventura de Israel no Líbano poderia bem entrar para a história como a mais espantosamente ineficaz guerra aérea de todos os tempos, não fosse o dia em que França e Grã-Bretanha resolveram aliar-se àquelas milícias entusiásticas, mas sem qualquer treinamento, para derrubar o coronel Muammar Gaddafi.

Não começou assim. Quando os aviões da OTAN atacaram pela primeira vez [na Líbia], foi apenas para impedir que os tanques de Gaddafi avançassem pela estrada, de Ajdabiya rumo à Benghazi dos ‘rebeldes’. Esses ataques foram efetivos. Mas o objetivo foi repentinamente alterado, e a coisa converteu-se [ilegalmente, segundo a ONU] em guerra sem prazo para terminar para derrubar Gaddafi. A OTAN, então, passou a dar apoio aéreo aos ‘rebeldes’. Muito parecido com o que fizeram as forças imperiais francesas na África Ocidental, é espantoso que essa aberta intervenção estrangeira contra país soberano ainda não tenha sido adequadamente criticada na Grã-Bretanha.

Os ‘rebeldes’ sempre foram muito mais fracos do que seus patrocinadores da OTAN divulgaram. Claro que, quem queira, pode reconhecê-los como legítimo governo da Líbia, mas não é o que pensam os líbios. O grupo internacional ‘Crisis Group’, em geral sempre bem informado, diz que um item chave “na capacidade de Gaddafi para permanecer em seu posto sem oponentes no oeste da Líbia é o número ínfimo de defecções, até agora, entre as principais tribos que, tradicionalmente, são aliadas do regime”. A verdade é que uma OTAN dividida escolheu um dos lados de uma guerra civil na Líbia –exatamente como fizera antes no Afeganistão; e como EUA e Grã-Bretanha fizeram no Iraque.

Em ataques aéreos, a primeira semana é, quase sempre, a melhor. Ao final de uma primeira semana de ataques bem planejados e bem executados, os alvos mais expostos do inimigo já devem estar destruídos. Nesse momento, o inimigo já aprendeu a esconder-se, dispersou as forças e evita expor-se como alvo. No caso da Líbia, as tropas pró-Gaddafi começaram a usar caminhões velhos com uma metralhadora pesada [imitando os "rebeldes"], pela retaguarda dos rebeldes. A OTAN atingiu várias vezes os próprios aliados, com efeitos devastadores.

Até agora, não houve na Líbia ataque aéreo da OTAN com morte de grande número de civis. Depois que isso aconteceu pela primeira vez no abrigo de Amariya em Bagdá em 1991, a seleção de alvos passou a ter de ser confirmada pelo próprio comandante do exército, Colin Powell; e não houve outros ataques aéreos contra a capital. Os generais da Força Aérea costumam elogiar a precisão de suas armas maravilhosas, capazes de atingir alvos pontuais minúsculos. Mas só muito raramente explicam que essa ‘precisão’ depende de informação de inteligência também muito precisa.

Essas informações de inteligência são, quase sempre, confusas. Eu estava em Herat, no oeste do Afeganistão em 2009, quando jatos norte-americanos mataram 147 pessoas em três vilas ao sul. As bombas pulverizaram as casas de tijolos de barro e destroçaram os moradores, cujos cadáveres foram recolhidos aos pedaços. Naquelas vilas, em território ‘profundo’ dos Talibã, alguns veículos norte-americanos e afegãos haviam sido emboscados. Assustados e sem saber o que fazer, os soldados requisitaram apoio aéreo. Aos gritos de “Morte aos EUA” e “Morte ao Governo”, sobreviventes enfurecidos recolheram numa caçamba os restos dos mortos e, com a caçamba atrelada a um trator, levaram os cadáveres até o gabinete do governador em Farah.

A resposta do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, àqueles eventos, foi dizer que os Talibã haviam invadido as vilas, jogando granadas. Mentiras desse tipo podem ter algum efeito interno, nos EUA, mas enfureceram ainda mais os afegãos, que, diariamente, viam pela televisão as crateras abertas pelas explosões. A campanha aérea na Líbia terminará em desastre semelhante? Já é pequena a tolerância nos EUA e na Grã-Bretanha em relação à guerra na Líbia. E qualquer notícia de morte em massa de civis pode gerar indignação pública em toda a Europa e nos EUA.

Desde quando, há 100 anos, quando o subtenente Gavotti jogou aquelas granadas pala janela do cockpit, os governos ocidentais têm-se deixado seduzir pela ideia de que podem vencer guerras só com aviões –hoje, os aviões-robôs drones tripulados à distância. Parece ser guerra barata, que não compromete soldados nem os expõe a riscos em campo. Tarde demais, descobre-se, como já se vê hoje na Líbia, que só muito excepcionalmente se vencem guerras somente pelo ar.”

FONTE: escrito por Patrick Cockburn e publicado no jornal diário britânico “The Independent” (http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/patrick-cockburn-nato-in-libya-has-failed-to-learn-costly-lessons-of-afghanistan-2319539.html).
Transcrito no blog “Grupo Beatrice” (http://grupobeatrice.blogspot.com/2011/07/libia.html)
 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

VOCÊS JÁ RECEBERAM O E-MAIL SOBRE A AMEAÇA À INTERNET NO BRASIL?

Caros amigos de todo o Brasil,


Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.

A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.

O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil:

Detalhes Adicionais


O projeto de lei do deputado Azeredo sobre a internet supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers. Porém, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas pelo projeto de lei trariam altíssimos custos sem de fato cumprir seu objetivo. Em vez de capturar os verdadeiros criminosos, elas penalizariam todos nós. Por esse motivo, até mesmo o importante site anti-pedofilia, o SaferNet é contra o PL Azeredo.

Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser “policiais virtuais” monitorando os usuários a todo momento.

O projeto de lei tem circulado em Brasília por mais de uma década, e a pressão da opinião pública já o derrotou antes. Em 2009, uma consulta pública sobre o “Marco Civil da Internet” barrou o andamento do projeto. Mas alguns meses atrás, o deputado Azeredo tentou apressar a aprovação no Congresso, usando os ataques de crackers aos sites do governo como desculpa. Um novo Congresso e uma maior conscientização sobre as amplas implicações do projeto de lei significam que nossas vozes poderão fazer a diferença. Envie agora mesmo uma mensagem às lideranças na Câmara:


Infelizmente, o PL Azeredo não é a única lei desse tipo. Em todo o mundo, na Índia, Turquia, Estados Unidos e outros países, a liberdade da internet está sob ataque promovido por iniciativas similares. Mas os membros da Avaaz nesses países estão se mobilizando. Vamos fazer a nossa parte neste movimento popular global em defesa da web barrando o PL Azeredo.



Com esperança,



Emma, David, Ricken, Maria Paz, Giulia, Rewan e a equipe da Avaaz



FONTES:

Petição do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, instituição parceira da Avaaz:


Liberdade de internautas no Brasil pode estar com os dias contados (Portal Imprensa):


Entenda o que é o marco civil da internet (UOL):


'AI-5 digital' volta a circular no Congresso (Rede Brasil Atual):



Alguns comentários retirados de fóruns de discussão:

"Re: Liberdade na internet ameaçada


por Rigell » 05 Ago 2011, 21:37

"A internet é o instrumento mais forte que a população (os oprimidos) já teve.


É óbvio que eles tem medo.
Seria legal se desativassem a internet aqui no Brasil como fizeram no Egito, seria quase tão foda quanto, apesar do brasileiro ser em geral um bunda-mole."
http://www.homenshonrados.com/forum/viewtopic.php?f=3&t=2760
 
Liberdade da internet no Brasil


- E os planos deles seguem a todo o vapor...



Liberdade de internautas no Brasil pode estar com os dias contados



http://nogueirajr.blogspot.com/2011/08/l...-pode.html



Redação, Portal IMPRENSA



“A liberdade dos internautas brasileiros pode sofrer um duro golpe. O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) quer inibir diversas ações online, como o compartilhamento de conteúdos, a transferência de músicas já compradas de um CD para um computador ou outros dispositivos eletrônicos e o desbloqueio de aparelhos celulares. É o que alerta o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) ao Projeto de Lei 84/99. A iniciativa apresenta, também, punições para crimes digitais. As informações são do portal Knight Center for Journalism in the Americas.



Segundo a Folha de S. Paulo, cita o portal, usuários da internet classificaram o PL como um "AI-5 digital", ou seja, uma forma de privação à liberdade e ao direito de se usar a rede internacional de computadores. Para mostrar sua rejeição, o Idec lançou a campanha "Consumidores contra o PL Azeredo". Além dela, a campanha "Mega Não" também combate a aprovação do projeto. Na última quinta-feira (28), o deputado Emiliano José (PT-BA) entregou ao presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), petição contrária à proposta com 163 mil assinaturas, de acordo com o Observatório do Direito à Comunicação.



Entre os problemas apontados no PL, conforme o Idec, estão o período em que os provedores de internet precisam guardar os registros dos usuários, estipulado em três anos, e a previsão de penas excessivamente duras para delitos simples, assim como a criação de tipos penais considerados amplos.”


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Nossa honra se chama lealdade, seguindo as leis do lobo solitário.




"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dize-las".
Voltaire

O mineiro Eduardo Azeredo:

Eu vou colocar direto no seu...
Fonte: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-liberdade-da-internet-no-brasil


Em 26 de junho de 2009, o Presidente Lula afirmou durante o 10° Fórum Internacional de Software Livre em Porto Alegre que a lei "é censura, interesse policialesco para saber o que as pessoas estão fazendo".
Após dizer isso, o presidente é aplaudido pela plateia formada principalmente por defensores de uma internet livre e aberta.

Jimmy Wales, criador da Wikipédia, também criticou o projeto de Azeredo: "A liberdade de expressão é uma força preciosa e poderosa para a prosperidade e a paz, e leis que colocam isso em risco deveriam ser tratadas com muita cautela e precaução" - disse Wales após receber uma tradução da lei.[6]



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Azeredo

Manifesto do Partido Pirata do Brasil versão 2.0


PREÂMBULO

Este documento foi construído aberta e colaborativamente pelos membros do PPBr utilizando ferramentas de edição on line. Após concluído, o mesmo foi votado utiliando-se o sistema de votação on line do PPBr.

É ponto pacífico no PPBr que os documentos devem ser revisados periodicamente. Logo, obedecendo a esta lógica, esta versão será atualizada de acordo com as ideias que os membros do PPBr defendem.
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Manifesto do Partido Pirata do Brasil versão 2.0


Considerando que todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão, incluindo a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras;

Considerando que uma sociedade que compartilha informação livremente é mais livre, mais justa, mais pacífica e mais fraterna;

Considerando que todo conhecimento é construído recursivamente a partir de um conhecimento anterior, na base desta estrutura, encontra-se o conhecimento comum pertencente a todos e sobre o qual não há nem deve ser admitida, em momento algum, restrição de acesso;

Considerando que o desenvolvimento social do Brasil em todas as áreas, incluindo saúde, educação, ciência, meio ambiente e economia, depende de uma revisão global da legislação que regula as diversas modalidades de monopólio do uso das ideias expressas, indevida e genericamente definidas sob o termo propriedade intelectual;

Considerando que a criminalização indiscriminada de diversas práticas culturais danosas à identidade da sociedade brasileira não corresponde ao exercício da soberania popular;

Considerando que o compromisso do Estado Democrático de Direito em se manter aberto às novas demandas sociais não tem sido cumprido pelos atuais partidos políticos, base do sistema político nacional, no tocante à efetiva representação dos interesses da sociedade em relação à cultura digital.

Nós do Partido Pirata do Brasil (PPBr) conclamamos todas os brasileiros a se juntarem a nós:

Para defender o direito à liberdade de expressão;
Para defender o direito de livre acesso à cultura;

Para defender o direito ao livre acesso ao conhecimento, incluindo a liberdade de fazer, estudar, aprimorar e compartilhar, de maneira aberta, livre e colaborativa.

Para defender o direito à intimidade, incluindo a privacidade de informações e dados pessoais;

Para defender uma via pública no Espectro eletromagnético!

Para navegar nas correntes marítimas das redes de pessoas, em embarcações devices, pelos mares do consenso.

Atracaremos nos portos da conciliação, mantendo-nos sempre nas rotas da interatividade colaborativa e do debate franco e aberto, respeitando irrevogavelmente a soberania das decisões coletivas, pois, para nós, a vida acontece em redes nas quais a existência de cada um é conectada à existência de todos os demais seres!

E muito em breve estaremos desembarcando juntos e promovendo grandes confraternizações de paz e liberdade, do campo ao litoral, entre todas as gentes de todos os povos que constituem nossa amada nação brasileira.

Nós do PPBr invocamos a todas as pessoas inquietas e inconformadas com o marasmo político brasileiro, que juntem-se a nós:

Para defender a transparência na gestão da coisa pública;

Para empunharmos as ferramentas da livre comunicação multimídia compartilhada e proclamarmos juntos a liberdade em toda a parte, para que os mandatários cumpram fielmente seus papéis e, do tesouro comum, a todos prestem contas com clareza e transparência, para que assim provem seu valor como pessoas que praticam a ombridade que proclamam e para que o poder que do povo emana, seja, pelo povo, legitimamente exercido!

Nós do PPBr desafiamos aos brasileiros e brasileiras que almejam dias melhores para juntos combatermos:

A censura prévia; O discurso do medo; A concentração do poder; O preconceito em todas as suas formas.
Nós do PPBr conclamamos a todas as pessoas brasileiras que se juntem a nós para transformarmos nosso país num lugar de justiça, liberdade e paz para todos!

AO COMBATE! AVANTE! AVANTE! PPBR!!

Votado e aprovado pelo Partido Pirata do Brasil em 25 de Julho de 2011.
http://noticias.partidopirata.org/manifesto-2-0/

http://noticias.partidopirata.org/manifesto-2-0/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O QUE O MINISTRO PATRIOT ESTÁ PRETENDENDO COM ISSO?


Tony Patriot presta-se a servir aos EUA contra a Síria na ONU



Aceitou apresentar declaração proposta pelos EUA no CS da ONU que interfere nos assuntos internos sírios usando os direitos humanos como pretexto


Detalhes Adicionais


O alerta feito pelo ex-presidente Lula na Escola Superior de Guerra (ESG), na semana passada, de que o Brasil não deveria “concordar” com as iniciativas guerreiras das grandes potências, não foi levada em conta pela atual cúpula do Itamaraty.

 Depois de condenar a Síria baseando-se em “informações” unilaterais, não confiáveis, e ainda por cima amplificadas pelas agências dos países belicistas, o ministro Patriota resolveu “costurar” para os EUA na ONU uma condenação “consensual” às autoridades daquele país.

“Não temos e não podemos concordar com o que foi feito na Líbia. Hoje foi lá e amanhã pode ser aqui. Se tivesse um Conselho de Segurança (CS) forte não teria acontecido”, destacou o ex-presidente Lula.

Os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas “fecharam” na noite de terça-feira – com o protesto do representante do Líbano - um texto com base supostamente em algo que foi apresentado como “proposta do Brasil” e do Reino Unido.

O texto tem tanto a ver com a doutrina diplomática do Brasil quanto Rio Branco tem a ver com John Foster Dulles e outros megarefes do Departamento de Estado dos EUA. O porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes, ameaçou o governo sírio, dizendo que a decisão pode não ficar só numa declaração presidencial (medida que ainda não autoriza a agressão).

Os elementos que estamos apresentando se encaixariam bem numa declaração presidencial, mas não está excluída nenhuma hipótese”, afirmou.

Mais tarde, o próprio Patriota entrou em cena - ou em telefone - para pressionar o governo do Líbano, que recusou-se a aprovar a resolução (ver página 6).

CONSENSO

O ministro Patriota e seus associados parecem estar querendo tapar o sol com a peneira quando falam, numa questão de Direito Internacional - de autodeterminação de uma nação amiga do Brasil - que “um consenso” seria bem vindo.

 A fatídica Conferência de Munique, em 1938, foi um “consenso” - a favor de Hitler - e perpetrou um dos maiores crimes da História, ao entregar os Sudetos, portanto, a Tchecoslováquia, aos nazistas.

O resultado todo mundo conhece.

Mas, contra a Líbia, nem pelo consenso eles esperaram.

Os EUA e a Otan passaram imediatamente a agredir o país norte-africano, apesar das abstenções de 4 países, inclusive o Brasil, em aprovar a zona de exclusão aérea. Ali também eles aprovaram primeiro a “condenação”. Depois vieram as “zonas de exclusão aérea” e logo os bombardeios criminosos contra a população líbia. E, agora, como as forças da Otan estão sendo derrotadas pelo heroísmo dos líbios, a reação dos agressores é ampliar ainda mais os bombardeios, atingindo indiscriminadamente escolas, hospitais, museus, residências, etc. São os “bombardeios humanitários” da Otan.

A coisa se repete agora em relação à Síria.

E a resolução que o ministro Patriota (aliás, um nome bastante inadequado) ajudou a aprovar contra o país árabe não deixa dúvida sobre quais são as intenções americanas e européias na região: “O Conselho de Segurança condena as violações generalizadas de direitos humanos e o uso da força contra civis por parte das autoridades sírias”. E prossegue: “o Conselho de Segurança demanda as autoridades sírias a respeitar plenamente os direitos humanos e a cumprir com as suas obrigações de acordo com o direito internacional”. E dá a senha: “Os responsáveis pela violência devem ser responsabilizados”.

Não parece familiar?

Pois, como fizeram antes, EUA e os países europeus nem esperaram muito e já ampliaram as sanções contra a Síria. Só falta agora embolsar os recursos estatais dos sírios depositados no exterior para “armar os rebeldes” e iniciar os “bombardeios humanitários” sobre o país, como os que foram feitos sobre a TV líbia na semana passada.

Por falar em tentativa de calar a TV, o governo sírio informou - pela TV - que o conflito começou porque pessoas armadas bloquearam estradas e atacaram postos de polícia na cidade provocando incêndios e a morte de três militares.

Segundo ainda o governo, os grupos armados usavam motocicletas e atiravam aleatoriamente contra instalações públicas da cidade.

As autoridades informaram que o Exército foi acionado para conter a violência em Hama. Houve enfrentamentos entre as tropas regulares e os atiradores.

Não levar em conta o conjunto de informações e basear a atuação diplomática em ONGs com pouca credibilidade e “agências” noticiosas bancadas pelos países interessados em uma campanha para desestabilizar a Síria, definitivamente não faz parte da tradição da diplomacia brasileira.

Desde quando nossa diplomacia se baseia no que a mídia diz a respeito de um assunto, ignorando completamente o que o governo de um país amigo está dizendo?

 E desde quando o Brasil apoia sublevações contra governos legalmente constituídos e reconhecidos por nós?

 Que direito tem o ministro Patriota de dizer que é “inteiramente inaceitável” um suposto massacre de opositores na Síria, sem nem saber se existiu tal massacre, até agora ventilado apenas pela mídia e outros aparelhos imperialistas?

Essa atitude servil está sendo, é claro, aplaudida pelas potências belicistas.

“As propostas apresentadas pelo Brasil são muito similares à condenação proposta pelos países europeus e apoiada pelos Estados Unidos”, revelou à Agência Efe o embaixador alemão adjunto perante a ONU, Miguel Berger.

O diplomata alemão detalhou que o conteúdo é o mesmo: “nós pensamos o mesmo, temos a mesma preocupação e por isso vamos seguir trabalhando em conseguir que a substância da condenação seja a que desejamos”, acrescentou Berger.

 Já o chefe militar americano, Mike Mullen, afirmou que a condenação “facilita o aumento da pressão” sobre o governo da Síria.
POSIÇÃO

Seguir nesta postura subalterna inevitavelmente vai provocar o enfraquecimento da liderança que o Brasil duramente conquistou no cenário internacional. Não é essa a posição do Brasil, nem a que o mundo se acostumou a ver nos conflitos internacionais mais recentes.

 Estão começando a ecoar fortes as afirmações categóricas de Lula, diante de situações semelhantes. “A guerra do Brasil não é essa. A guerra do Brasil é contra a fome”, dizia ele.

Enquanto isso, outro integrante dos BRICs, a Índia, apresentou uma postura bem mais vertical nas discussões sobre o conflito na Síria.

O embaixador da Índia afirmou que acredita que a situação na Síria “não é só uma na qual o governo ataca manifestantes inocentes, mas que as forças de segurança também foram alvos de ataques que mataram 350 soldados”, denunciou.

SÉRGIO CRUZ
Jornal Hora do Povo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A LÍBIA E A SÍRIA ESTÃO SENDO INVADIDAS E BOMBARDEADAS E O MUNDO SE CALA DIANTE DISSO?

Mais uma VERGONHA MUNDIAL!!!


Cadê um ÓRGÃO HONESTO e DECENTE neste Mundo para IMPEDIR que mais uma GUERRA ocorra?


Cadê a ONU?


EUA e aliados decidem e ONU diz "amém". O que é isto???


A mídia também me envergonha. Que horror!!!


Do jeito que a mídia divulga a favor dos tais "rebeldes" da Síria e da Líbia dá NOJO!!!


Desde quando a "mídia" se preocupa em defender "rebeldes"???


Piada isso!!!


EUA/OTAN e seus aliados estão DESAVERGONHADAMENTE INVADINDO esses países!!!


Fonte: Yahoo Respostas


LÍBIA RESISTE À AGRESSÃO NEOCOLONIAL
Qua, 03 de Agosto de 2011 10:37 Escrito por Redação
Por João Quartim de Moraes, no sítio Vermelho:

A mediática colonialista decretou silêncio a respeito dos crimes de guerra que os trombadões de Paris, Londres e adjacências estão cometendo na Líbia. O advogado Jacques Vergès, um dos mais notáveis protagonistas da luta anti-colonialista do último meio século, visitando Trípoli em 30 de maio, afirmou que iria processar Sarkozy por crime contra a humanidade. O presidente da França é hoje sem dúvida o maior celerado da Otan, mas cumpre reconhecer que além de seus pistoleiros aéreos, há muitos trombadinhas cor de rosa ao lado dele.

É o que a Assembleia Nacional Francesa se encarregou de confirmar, aprovando em 12 de julho, por 482 votos contra 27, o prosseguimento dos criminosos bombardeios sobre a Líbia iniciados quatro meses antes. O Partido socialista manchou-se mais uma vez, votando em peso, com honrosas, mas pouquíssimas exceções, a favor dessa sórdida guerra descaradamente colonialista. Os comunistas, ao lado de outros deputados da esquerda, cumpriram seu dever internacionalista votando contra o banditismo de Estado. O fato de que constituam hoje uma pequena minoria é tão honroso para eles como para os socialistas é desonroso retomar as piores tradições da social democracia francesa.

Vale lembrar que a antiga Section Française de l’Internationale Ouvrière (SFIO), a despeito do nome pomposamente revolucionário, sustentou as mais odiosas operações coloniais, inclusive a atroz repressão aos patriotas da Frente de Libertação Nacional (FLN) argelina. Admite-se que o Exército colonial francês matou cerca de um milhão de argelinos durante a guerra de libertação nacional.

Mesmo governos que mantém certa distância em relação a mais esta expedição colonial da Otan, como o da Espanha, dão sua contribuiçãozinha para ajudar os “rebeldes”. Os bancos espanhóis detêm mais de cem milhões de euros em fundos depositados pelo governo líbio. Khadafi pediu o descongelamento de pelo menos parte desses fundos, para adquirir medicamentos e alimentos. Foi-lhe respondido que para tanto era preciso autorização do Comitê de Sanções da ONU, que só permite uso de dinheiro bloqueado para fins "humanitários".
O descongelamento foi autorizado, mas, explica El País (21/7/11): "A operação ainda não se materializou, já que o governo quer completá-la com outra similar para a zona do país controlada pelo Conselho Nacional de Transição (CNT) [...] Precisamente hoje visitará o país o primeiro ministro do CNT, Mahmud Jibril [...]". Difícil saber se mais hipócrita é o jornal da direita liberal pós-franquista ou o governo do Zapatero. Mas o fato é que sustaram o descongelamento não por causa da burocracia onusiana, nem muitíssimo menos por razões filantrópicas, mas para fazer média com os “rebeldes”.

Os governos colonialistas reconheceram prontamente esse "Conselho" porque sabiam que ele se compunha de um bando de bonecos de mola dispostos a todas as concessões. Frau Merckel não gasta um tostão atoa, como sabem os gregos por experiência própria. Se recentemente liberou cem milhões de euros para os “rebeldes”, é porque está confiante em que esse investimento será amplamente compensado.

Graças ao forte, constante e criminoso apoio aéreo fornecido pela Otan, os jagunços líbios têm progredido no terreno. Em 14 de julho, desfecharam nova ofensiva sobre o porto petroleiro de Brega, que já haviam ocupado e de onde tinham sido desalojados por um contra-ataque das forças do governo. A batalha pela posse da cidade prossegue.

É difícil fazer prognósticos sobre o curso e o desfecho do confronto, mas desde logo o presidente da França e outros pistoleiros fanfarrões, como seu ministro do Exterior Alain Juppé, que tinham anunciado uma intervenção rápida, de algumas semanas (segundo eles o bastante para derrubar Khadafi), estão engolindo suas bravatas. Abrindo os debates que precederam o voto infame da Assembleia Nacional Francesa, o primeiro ministro François Fillon, descarado como todos os prepostos de Sarkozy, alegou que "jamais dissemos ou pensamos que a intervenção na Líbia seria fácil e terminaria em poucos dias". E acrescentou : "Khadafi está acuado. O ponto de ruptura não foi ainda atingido; é agora que temos de ser mais firmes do que nunca". Mas nosso primeiro objetivo, "evitar um banho de sangue em Benghazi, foi atingido".

Mas atingido mesmo foi o general Abdel Fattah Younes. Em 1969, ele participou, ao lado de Khadafi, do levante militar que derrubou a corrupta monarquia do rei Idris, capacho do imperialismo e em particular dos trustes petroleiros. Esteve décadas a fio na cúpula do novo regime, mas virou a casaca para se pôr a serviço dos filhotes da Otan. Terminou a carreira dia 28 de julho: convocado pelo CNT para dar explicações sobre o modo como estava conduzindo a ofensiva contra o governo, foi preso e sumariamente executado por seus novos parceiros ao chegar a Benghazi, juntamente com dois de seus subordinados.

O cadáver estava parcialmente queimado, sugerindo que os “rebeldes” não são tão humanitários assim. Entre eles há de tudo, agentes da CIA e dos serviços especiais francês e britânico, aventureiros, mercenários e outros bandidos profissionais, e islamistas fanáticos. Aliás, entre as desencontradas e às vezes francamente estúpidas “explicações” do assassinato de seu próprio comandante em chefe oferecidas pelos porta-vozes do cartel dos chefes “rebeldes” a soldo da Otan, a mais insistente acusa uma tal Brigada islâmica Obaida Ibn Jarrah. Sejam quem forem os autores do crime, eles se merecem.
 
http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/2011080318085/Coluna-politica/libia-resiste-a-agressao-neocolonial.html

"A LÍBIA É O NOSSO FUTURO"
por Luís Britto Garcia [*]

1
Nenhum homem é uma ilha; a morte de qualquer pessoa afecta-me, pregava John Donne. Nenhum país está fora do planeta: o genocídio cometido contra um povo assassina-me. Tudo o que acontece na Líbia fere-me, prejudica-te, afecta-nos.

2

Falemos como homens e não como chacais ou monopólios mediáticos. A Líbia não é bombardeada para proteger a sua população civil. Nenhum povo é protegido lançando-lhe explosivos nem despedaçando-o com 4.300 ataques "humanitários" durante mais de cem dias. A líbia é incinerada para lhe roubarem seu petróleo, suas reservas internacionais, suas águas subterrâneas. Se o latrocínio triunfa, todo país com seus recursos será saqueado. Não perguntes sobre quem caem as bombas: cairão sobre ti.

3

Encarceraram os comunistas; nada poderia importar-me menos porque não sou comunista, ironizava Bertold Brecht. O Conselho de Segurança da ONU aprova uma zona de "exclusão aérea" a favor dos secessionistas líbios, mas permite um bombardeio infernal; a China e a Rússia abstêm-se de vetar a medida porque como não são líbios nada poderia importar-lhes menos. De imediato os Estados Unidos ameaçam a China com a declaração de uma "moratória técnica" da sua impagável dívida externa e agridem o Paquistão. A China replica que "toda nova ingerência dos Estados Unidos no Paquistão será interpretada como acto não amistoso" e arma o país islâmico com cinquenta caças JF-17. Nenhum povo está fora da humanidade: se não vetas a agressão contra outro, a desencadeias contra ti.

4

Conta Tólstoi que um urso ataca dois camponeses: um sobre a uma árvore, cedendo ao outro o privilégio de defender-se só. Este vence e conta que as últimas palavras da fera foram: "Quem te abandona não é teu amigo". A Liga Árabe, a União Africana, a OPEP trepam a árvore da indecisão esperando a vez de serem esquartejadas. Ao abandonar as vítimas te abandonas.

5

Como nos tempos em que o fascismo assaltava a África, hoje a Itália, Alemanha, Inglaterra, França e outros pistoleiros da NATO sacrificam armamentos e efectivos numa guerra que só favorecerá os Estados Unidos. Impedido pelo seu Congresso de investir abertamente fundos no conflito, Obama queixa-se dos seus cúmplices da NATO porque sacrificam à despesa militar menos de 2% dos seus PIB e ordena-lhes que imolem pelo menos 5% ("El futuro de la Otan", Editorial El País, 15/06/2011). São instruções inaplicáveis quando o protesto social, a crise financeira, a dívida pública impagável e o próprio gasto armamentista minam os governos do G-7. Perante tais exigências, a Itália opta por não participar mais na associação criminosa (agavillamiento). A Agência Internacional autoriza a gastar das reservas que não tem 60 milhões de barris de petróleo em dois meses. Os Estados Unidos desbaratam em 2010 uma despesa militar de 698 mil milhões de dólares, 43% do total mundial de 1.600 mil milhões de dólares (Confirmado.net 17/06/2011). Assim se dilapidam em forma de morte os recursos que deveriam salvar a vida. Se montas guerras para devorar o outro, as guerras te devorarão a ti.

6

Como na época de Ali Babá e os quarenta ladrões, os banqueiros internacionais que tão benevolamente receberam 270 mil milhões de dólares em depósitos e reservas da Líbia assaltam o botim e estudam trespassá-lo àqueles que tentam assassinar os legítimos donos. Também criam para os monárquicos de Bengazi um banco central e uma divisa secessionista. São os mesmos financistas cujo latrocínio custa à humanidade o actual colapso económico: não indague a quem roubam os banqueiros: desfalcam a ti.

7

No estilo das blitzkrieg nazis, o presidente dos Estados Unidos inicia guerra sem a autorização dos seus legisladores e prolonga-as ignorando o Congresso, onde dez deputados denunciam o presidente e o secretário da Defesa cessante Robert Gates e vetam os fundos para a agressão contra a Líbia tachando-a de ilegal e inconstitucional. Não averigúes se deves impor a tiros a democracia a outros povos: acaba antes com os vestígios dela que restavam no seu próprio país.

8

Cada homem é peça do continente, parte do todo, insiste John Donne. Os inimigos do homem não cessam de fragmentá-lo para destruí-lo melhor. Os impérios, que são quebra-cabeças instáveis de peças juntadas à força, no exterior fomentam ou inventam o conflito de civilização contra civilização, o rancor do iraniano contra o curdo, do xiíta contra o sunita, do hindu contra o muçulmano, do sérvio contra o croata, do descendente contra o ascendente, do ancestral contra o menos ancestral, do líbio contra o líbio, do venezuelano contra o venezuelano. De cada variante cultural pretendem fazer um paisinho e de cada paisinho um protectorado. Quem nos separa nos faz em pedaços, quem me divide me mutila. Não indagues como despedaçam a Líbia: esquartejam a ti.

9

Toda pilhagem arranca com promessa de golpe fácil e atola-se na carnificina insolúvel. As guerras do Afeganistão, Iraque, Líbia, Iémen e a agressão contra o Paquistão arrancam passeios triunfais, espatifam-se em holocaustos catastróficos e nenhuma conclui nem se decide. A resistência dos seus povos retarda a imolação da qual não te livrarão nem vetos omitidos nem organizações abstencionistas nem banqueiros carteiristas nem Congressos nulificados. Não perguntes porque são assassinados os patriotas líbios: estão a morrer por ti.

*Escritor venezuelano.


O original encontra-se em http://luisbrittogarcia.blogspot.com/
 e a versão em francês em http://luisbrittogarcia-fr.blogspot.com/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

Postado por Manoel Messias Pereira às Terça-feira, Julho 12, 2011
A Tela da Reflexão
http://manmessias21.blogspot.com/2011/07/libia-e-nosso-futuro.html

quinta-feira, 28 de julho de 2011

RACISTA ASSASSINO DE OSLO CRITICA O BRASIL POR ADOTAR MISCIGENAÇÃO. ESSE CARA É SIONISTA, NÉ MESMO?

Por que agora surgiram Breiviks atirando em crianças – as nórdicas, inclusive?

De onde vem esse culto à lei da selva, à lei do suposto mais forte, do mais bárbaro e do mais sem peias morais?

O autor dos dois atentados da sexta-feira, 22, na Noruega, Anders Behring Breivik, colocou na internet uma quilométrica arenga de extrema direita – racista, genocida, em suma, nazista - poucas horas antes de explodir um carro-bomba em Oslo e depois matar, a tiros de bala dum-dum, dezenas de jovens com 15 a 16 anos na ilha de Utoeya, a 40 quilômetros da capital, quando participavam de um acampamento da Juventude do Partido Trabalhista, ao qual é filiado o primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

Em Oslo, morreram 8 pessoas, 26 ficaram feridas, 11 destas em estado crítico. Na ilha, 68 jovens foram mortos à bala durante 90 minutos, até a polícia chegar ao local.

Entre as 1.500 páginas postadas, Breivik prega o assassinato de MUÇULMANOS e MARXISTAS.

 Afirma que a elite europeia, “os multiculturalistas” e os “enaltecedores da islamização” seriam punidos por seus “atos de traição”. As vítimas escolhidas são todas de nacionalidade norueguesa e brancos.

O Partido Trabalhista, inclusive sua juventude, cujo acampamento sofreu a chacina, recentemente declararam seu apoio ao RECONHECIMENTO do Estado Palestino.

ARENGA ANTIGA

A arenga de Breivik nada traz de novo – aliás, a questão é, precisamente, que isso é muito velho, a barbárie nazista com os bordões do “Mein Kampf”, de Hitler, sobre a promiscuidade cultural e sexual entre raças, sobre supostas superioridades nórdicas e outras aberrações, que já haviam sido despejados no esgoto na II Guerra, à custa, inclusive na Noruega, de esforços inauditos - e sangue - do que há de melhor na Humanidade.

A Noruega resistiu à ocupação nazista, e, em 1945, a resistência julgou e fuzilou, sob aclamação do povo, Vidkun Quisling e os demais colaboracionistas que serviram a Hitler, por seus crimes contra os noruegueses e a Humanidade.

Como, então, isso apareceu agora – e não é a primeira vez que aparece, nem na Noruega nem em outros países. Quem levantou a tampa do esgoto?

Vejamos com que isso se parece.

O Brasil parece uma obsessão para esse assassino: faz pelo menos 12 referências ao nosso país. As mesmas razões que fizeram o escritor antinazista Stephan Zweig chamar o Brasil de “país do futuro” - a fusão entre etnias, assim como outros aspectos culturais e sociais que dão à nossa nacionalidade um perfil original – são, certamente, odiadas por ele.

Num texto, escrito em inglês, ele diz: “... a imigração massiva, a mistura racial e a adoção por não europeus são uma ameaça à unidade da nossa tribo (…) um país que tem culturas competitivas vai se dilacerar ou vai acabar como um país disfuncional, como o Brasil e outros países”.

Breivik afirma ter descoberto que uma “revolução marxista” instituiu no Brasil um “modelo de sociedade que mistura descendentes de asiáticos, europeus e africanos”, levando a “altos níveis de corrupção, falta de produtividade e conflito eterno”.

Depois de dizer que a miscigenação faz do Brasil o segundo (??) país no mundo com maior nível de desigualdade social, chama mulatos e mestiços de “sub-tribos” e que “em 1889 o Brasil se tornou uma república após um golpe de Estado” - isto é, a revolução republicana, que varreu o Estado escravagista, já então privado de sua base econômica, foi um “golpe”.

O leitor, certamente, já leu ou ouviu coisa semelhante sobre o nosso país – e não foi na época em que o ministro da Fazenda de Campos Sales, Joaquim Murtinho, fazia, em seus relatórios, odes à “superioridade da raça anglo-saxã”.

O ponto de vista de Breivik, nazista de fio a pavio, é, com diferenças de hipocrisia, até hoje o da mídia reacionária, tão golpista quanto racista, que existe aqui, assim como de certa pequena camada de ressentidos – e de entreguistas, vide o que surgiu na última campanha de Serra.

Sempre consideraram que este é um país inferior porque formado por “descendentes de botocudos, africanos e lusos degredados” que se amancebaram, junto com outros inferiores – italianos, espanhóis, japoneses e árabes,
por exemplo. Vejam só, até nordestino veio parar em São Paulo - tem um que até foi eleito presidente! É o fim do mundo. Por isso é que esse país não vai pra frente...

Que eles sempre acharam isso, é fato, apesar do Brasil ser uma construção, exatamente, dos negros, dos índios e dos brancos que trabalharam – e fundiram suas etnias - para erguer uma nação onde antes havia um grande território.

Mas por que agora surgiram Breiviks atirando em crianças – as nórdicas, inclusive? De onde vem esse culto à lei da selva, à lei do suposto mais forte, do mais bárbaro e do mais sem peias morais?
Há mais de 20 anos que esse culto é propalado em todo o mundo por essa mesma mídia, pelo establishment norte-americano e inglês a partir de Reagan e Thatcher, pelos Chicago boys que afundaram o Chile, Argentina e outros países em sangue, em suma, por essa ralé que impropriamente se autodenominou neoliberal.

O neoliberalismo sempre foi isso, confessadamente, abertamente, sem escrúpulo algum: a dominação dos mais capazes de roubar, de bajular, de trair, de matar em massa – de fome ou em golpes sanguinários -, sem nenhuma, como dizia Hitler, “consideração de ordem moral”.

O neoliberalismo é, portanto, a incubadora do nazismo atual. Aliás, em que se tornaram os neoliberais no Brasil, nos EUA, na Inglaterra, em todos os lugares, senão em nazistas que, depois de destruir o trabalho, recomendam a eliminação dos “incapazes” que nem conseguem arrumar um emprego?

 Em que se distingue a ideologia dos Breiviks daquela do Tea Party norte-americano, abertamente nazista e abertamente neoliberal?

 Em que se distingue de Breivik a srª Sarah Palin e seus fuzis apontados para personalidades progressistas – retirados de seu site após o atentado em que a deputada Gabrielle Giffords foi baleada na cabeça, seis pessoas morreram e 39 foram feridas em Tucson, Arizona?

Só pelo fato de não ter atirado pessoalmente.

Fonte: Jornal Hora do Povo

Comentários

Ed Lascar: Comparando-se NAZISMO ao $IONISMO, podemos ver muitas semelhanças.


Noruega: vítimas tinham celebrado ato pelo boicote a Israel.

Foto: Reuters
http://desacato.info/2011/07/noruega-vitimas-tinham-celebrado-ato-pelo-boicote-a-israel/#utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=noruega-vitimas-tinham-celebrado-ato-pelo-boicote-a-israel

O ministro das Relações Exteriores, Jonas Gahr Store, foi recebido na quinta-feira com demandas para que a Noruega reconheça o ESTADO PALESTINO quando visitou o acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista em Utøya.

Sidsel Wold, correspondente de um canal da Noruega, e Kirsten Belck-Olsen, da ONG Norwegian People’s Aid, conversaram com o ministro sobre o entrave entre a Autoridade Palestina e Israel.

“Os Palestinos devem ter seu próprio Estado, a ocupação deve terminar, o muro deve ser demolido e isso tem que acontecer já”, disse o ministro, ovacionado pelo público. Dias antes ele declarou que a Noruega está pronta para reconhecer o Estado Palestino, mas que acha que o boicote  é uma ferramenta errada.
Leia mais AQUl

Matança na Noruega


Imagem: Assassino na alameda – Edvard Munch (1919)
Mundo, Notícias, União Européia — Por DESACATO.INFO em 25 July 2011 às 10:06 am
Por Koldo Campos Sagaseta.

El autor de la matanza que ha conmocionado Noruega no se llamaba Ben, Bin, Alí, Mohamed o López sino Anders Behring Breivik.

No era negro o mestizo, de ojos oscuros, mirada torva e inquietante semblante, sino blanco de ojos azules y distinguida apariencia.

No vestía babuchas ni se ponía turbantes, sino impecables trajes europeos, incluyendo la imprescindible corbata. Tampoco calzaba sandalias sino elegantes zapatos de caros apellidos.

No comía quipes, tipiles o dátiles, sino hamburguesas y patatas fritas.

No veía Tele-Sur o Al Yazira sino la CNN

No procedía de ningún suburbio de Yemen, Pakistán o Iraq, sino de un acomodado sector de Oslo.

No fue estudiante meritorio de ninguna madraza talibana o escuela coránica, sino de una universidad privada de su país.
No había permanecido oculto en ninguna remota cueva de Tora Bora, ni en un inexpugnable refugio de Kabul, sino en una apacible granja noruega.

No había peregrinado a La Meca sino al Estadio del equipo de fútbol FK Lyn de quien era aficionado.

No era miembro de Al Qaeda, ni de la Jihad Islámica, de Hamas o del Frente Moro de Liberación, sino del derechista Partido del Progreso noruego.

No participaba de cultos satánicos, ni profesaba la religión musulmana o hinduista, sino la católica, apostólica y romana. Tampoco leía el Corán sino la Biblia.

No era antisemita sino proisraelí.

“La lucha de Israel también es nuestra lucha”, había escrito en su blog. Tampoco era un antisistema, se limitaba a odiar a los musulmanes, a los comunistas y a los emigrantes.

Era, obviamente, un “común y ejemplar noruego”, habitual de Facebook y Twitter que, en absoluto, como declarase la propia policía noruega, había despertado nunca sospechas sobre sus intenciones.

domingo, 3 de julho de 2011

COMO OS EUA ESTÃO "LIBERTANDO" A LÍBIA DE GADAFFI?

Quem disse que o IRAQUE e o AFEGANISTÃO precisavam ser "LIBERTADOS" também?


Será que os EUA vão querer "LIBERTAR" o BRASIL também, fazendo GUERRAS, invadindo, humilhando, torturando, massacrando o POVO, com suas BOMBAS e MÍSSEIS também???









Como os EUA estão "libertando" a Líbia

ENTENDA COMO OS EUA ESTÃO "LIBERTANDO" A LÍBIA

Alguma informação para reflexão sobre a Líbia:



I AM SORRY LIBYA!!!
GREAT MAN MADE THE RIVER PRJECT for the life.
OTAN destroys Libya.

I – Por muito bizarro que Kadafi seja, a ONU constatou em 2007 que a Líbia tinha:


1. Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de África (maior do que o do Brasil);

2. Ensino gratuito até à Universidade;

3. 10% dos alunos universitários estudavam na Europa e EUA, com tudo pago;

4. Ao casar, cada casal recebia até 50.000 US$ para montar casa;

5. Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus (equipamentos de última geração, etc.);

6. Empréstimos pelo banco estatal sem juros;

7. Inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do mundo, vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.

Graças às suas ricas reservas de petróleo e gás natural, a Líbia tem uma balança comercial positiva de US$27 bilhões por ano e um rendimento per capita médio-alto de US$12 mil, seis vezes maior que o do Egito. Apesar de fortes diferenças entre rendimentos altos e baixos, o padrão de vida médio da população da Líbia (apenas 6,5 milhões de habitantes em comparação com os cerca de 85 milhões no Egito) é, portanto mais elevado do que o do Egito e de outros países da África do Norte.

Detalhes Adicionais

II – Então, porquê detonar a Líbia?...

Três principais motivos:



1. Tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;



2. Fazer com que todo o mar Mediterrâneo fique sob o controlo da OTAN. Agora só falta a Síria;



3. E provavelmente o principal:



- O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema financeiro mundial;


- As suas reservas são toneladas de ouro, que dão respaldo ao valor da moeda, o dinar, que desta forma está resguardado das flutuações do dólar;


- O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kadafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.

III – O que é o ataque humanitário para salvar o povo líbio?

1. A OTAN, comandada como se sabe, pelos EUA, já bombardeou as principais cidades líbias com milhares de bombas e mísseis em que um único projétil é capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra-estruturas de água, esgotos, gás e luz estão seriamente danificados;



2. As bombas usadas contêm DU (urânio empobrecido) que tem um tempo de vida de cerca de 3 bilhões de anos (causa cancro e deformações genéticas);



3. Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicologicamente por causa das explosões que parecem um terramoto e racham as estruturas das casas;



4. Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, as crianças sofrem principalmente com a falta de medicamentos e alimentos;



5. A água já não é potável em boa parte do país (mais uma vez, as crianças são as mais atingidas);



6. Cerca de 150.000 pessoas deixam o país, por dia, através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida.

7. Se o bombardeamento terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas (de entre uma população de cerca 6,5 milhões) precisariam de ajuda humanitária para sobreviver: água e comida.


Em suma:


O bombardeamento “humanitário” acabou com a nação líbia. Nunca mais haverá a “nação” líbia tal como ela existia. Tão simples quanto isto.

Os EUA querem "libertar" o povo líbio do "terrível ditador", Muammar Kadafi, assim como fez com o Panamá com relação a Noriega pra TOMAR o canal do Panamá, e no Iraque com relação a Saddam.

Agora é só esperar pra ver o que os Americanos irão alegar quando vierem "libertar" o Brasil para roubar nosso petróleo e nossas riquezas naturais.
Graças às suas ricas reservas de petróleo e gás natural, a Líbia tem uma balança comercial positiva de US$27 mil milhões por ano e um rendimento per capita médio-alto de US$12 mil, seis vezes maior que o do Egito. Apesar de fortes diferenças entre rendimentos altos e baixos, o padrão de vida médio da população da Líbia (apenas 6,5 milhões de habitantes em comparação com os cerca de 85 milhões no Egito) é, portanto MAIS ELEVADO do que o do Egito e de outros países da África do Norte.

Testemunho disso é o fato de que cerca de um milhão e meio de imigrantes, principalmente norte-africanos, trabalha na Líbia. Uns 85% das exportações líbias de energia vão para a Europa: a Itália em primeiro lugar com 37%, seguida pela Alemanha, França e China. A Itália também está em primeiro lugar em exportações para a Líbia, seguida pela China, Turquia e Alemanha.

É, resumo da ópera: bombardeiam a Líbia, matam um monte de gente, sobretudo crianças. Afinal, quem é que vai perder o sono se um bando de "piolhentos escurinhos norte africanos" morreu, ficou aleijado, vai desenvolver cancer nos próximos anos?!

O que interessa mesmo é a manutenção do "sonho americano", do "AMERICAN WAY OF LIFE", que dentro dos EUA, produz a MENOR Justiça Social e PIOR DISTRIBUIÇÃO DE RENDA do mundo inteiro. Só sendo MUITO CEGO E MUITO IGNORANTE pra acreditar que nos EUA a vida é melhor do que aqui.

Lá, a vida só é melhor do que no Brasil e resto do mundo, se vc...
se chamar Michael Jackson (pra morrer de overdose de anestésico para operações que precisam ser feitas com anestesia geral);

se você se chamar Britney Spears (e desbundar geral, raspar a cabeça, engordar feito uma porca de granja);
se vc se chamar Lindsay Loham, que fuma, cheira, pica, engole, mastiga tudo quanto é DROGA, sai dirigindo totalmente imbecilizada de drogas, rouba uma joalheria, vai para a cadeia e sai antes de 12 horas, pagando fiança de 75 mil dólares.

Porque de resto, se vc se chamar José da Silva ou Maria da Silva, for BRASILEIRO, você está indelevelmente FERRADO e condenado a trabalhar no esgoto, se arranjar emprego lá.

Fonte: Comunidade do Orkut - RESISTENCIA AO IMPERIALISMO e site Yahoo Respostas: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20110703122033AA59i0i